terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Temperamento .


Rottweiler Kaiser com a netinha de seu dono
Foto de Carlos Falcão
A definição de temperamento de um cão seria “a maneira como esse cão interage com e reage ao mundo que o cerca”.

O temperamento, grosso modo, é 50% composto de características genéticas (a PERSONALIDADE do cão, tímida ou ousada; curiosa ou indiferente; corajosa ou cautelosa; agitada ou calma; introvertida ou extrovertida, etc) e 50% de comportamentos adquiridos nas experiências da vida de cada cão (o estado de espírito que o cão apresenta em cada momento de sua vida, de medo ou autoconfiança; interesse nas coisas que o cercam ou apatia; ansiedade ou preguiça etc.).

Quando se diz que é preciso escolher o cão adequado para cada pessoa, se está falando do temperamento como um todo: tanto a personalidade quanto o estado de espírito do cão devem ser compatíveis com os do aspirante a dono...

A personalidade básica – genética – não muda. O estado de espírito do cão – conseqüência de suas experiências de vida – pode ser trabalhado.

Insisto no assunto "temperamento" porque essa é, a meu ver, a maior falha e ao mesmo tempo a melhor qualidade da criação das diferentes raças! Como cada raça foi desenvolvida para determinado trabalho, tem em sua genética as características específicas de temperamento para exercer cada função.

Quando o homem começou a selecionar raças de cães, o fez visando determinadas qualidades, muito mais funcionais do que plásticas. Com o tempo, se passou a privilegiar a boa aparência física e o temperamento padrão de cada raça foi deixado no esquecimento, ou quase, na hora da reprodução. Por isso encontramos hoje muitos Pastores Alemães covardes, Labradores agressivos etc. - desvios do temperamento padrão, que se tornam falhas comportamentais. Ninguém compra um Labrador esperando um cão feroz. Ninguém compra um pastor pra cãozinho de madame. Mas os exemplares padrão de cada raça nos dão boas pistas quanto ao temperamento desejado/necessitado quando vamos comprar ou adotar um cão.

Persiste uma dúvida: podemos mudar o temperamento de um cão para reabilita-lo, dependendo da maneira com que lidamos com ele? Podemos não mudar, mas controlar características genéticas indesejadas para nós, humanos, por meio de adestramento combinado com psicologia canina. Infelizmente o inverso também é verdadeiro: em vez de reabilitar, nosso comportamento equivocado pode estragar um cão equilibrado.

O que pode mudar de acordo com nossa atitude é o estado de espírito do cão, não o temperamento genético. Às vezes, nem mesmo os 50% q compõem o temperamento adquirido via vivências, que é o tipo de comportamento do cão, são totalmente mutáveis, mas são estes 50% adquiridos que podem ser reabilitados, e não os 50% genéticos.

A metade genética – personalidade - é como se fosse o hardware de seu computador, e a metade adquirida – comportamento - é como se fosse o software. A primeira você não muda, apenas incentiva os traços de temperamento desejáveis e controla os indesejáveis; o segundo você vai adaptando às necessidades do momento. A reabilitação de um cão é uma adaptação ou atualização do software dele (suas programações mentais). Há casos até em que essa atualização se dá sem ajuda nossa, de acordo com as vivências do cão, mas é raro. Mesmo assim, quase sempre fica uma "sombra" daquela situação traumática que originou qualquer comportamento passível de reabilitação.

E é porque não se muda um hardware que é tão importante que os criadores selecionem seus reprodutores também pelo temperamento, e não somente pela aparência física.

Talvez se entenda melhor continuando com a metáfora: não dá para programar um alto desempenho em um hardware com baixa capacidade, assim como às vezes não dá para adaptar certo tipo de software em certo tipo de hardware...Se, por exemplo, seu cão melhorou seu desempenho em relação ao modo de enfrentar seus medos depois que você fez com ele um trabalho de dessensibilização, é porque o hardware dele tinha capacidade para isso. Neste caso, a mudança na energia do dono foi a atualização do software, que o hardware do cachorro tinha capacidade de comportar. Podia não ter!

A genética é imutável, assim como determinados traumas deixam cicatrizes indeléveis. De qualquer forma, se a personalidade básica não pode ser mudada, trabalhando bem com o software de acordo com o tipo de hardware que dispomos, podemos, sim, melhorar o temperamento de um cão, e o alcance dessa mudança vai depender de nossa habilidade como programadores – planejando e direcionando nosso manejo e nosso PRÓPRIO estado de espírito – já q os cães são especialistas em entender nossa linguagem corporal e conseqüentemente a emoção que estamos sentindo no momento - fazemos “programações mentais” nos cães.

E utilizando o ANTI-VÍRUS da nossa própria maneira correta de lidar com um cão, sem humaniza-lo e proporcionando a ele todas as suas necessidades instintivas: 1. exercício; 2. disciplina; 3. afeto, só depois dos dois primeiros itens, quando o cão estiver relaxado, seremos programadores de sucesso, e não “destruidores de hardwares caninos”.

O Medo no Cão .

Você alimenta o medo do seu cão. Entenda a psicologia por trás do medo e aprenda como prevenir uma fobia.





A fórmula do medo: 
Medo = Insegurança (baixa auto-estima) + Trauma (evento aversivo causado por agente externo).

Cães nascem mais dominantes ou mais submissos e os mais submissos tem uma predisposição maior à insegurança. Na natureza eles jamais desenvolvem uma fobia, pois o comportamento de medo é ignorado pela matilha, obrigando o cão assustado a seguir em frente. Os cães criados entre humanos têm o seu medo reforçado pelos donos e, ao invés de seguirem em frente, como na natureza, estagnam no quadro de medo e o intensificam desenvolvendo fobias.


Como reforçamos e intensificamos o medo de nosso cão?

O ser humano não só humaniza seus cães como também os infantiliza, consequentemente, usam a psicologia infantil para lidar com o medo do seu animal de estimação. Um bebê precisa se sentir protegido pela mãe quando tem medo, um cão precisa ser liderado com energia calma e firme quando tem medo. Uma cadela apenas dá ferramentas para que seu filhote cresça forte pra ganhar a vida tão logo seja possível, facilitando seu amadurecimento. A mãe humana tem por hábito, viver a vida do filho até este não suportar mais, dificultando o amadurecimento.

Reforçamos o medo com carícias e palavras de consolo quando o cão está neste estado. Ao contrário do que se possa imaginar, isso não funciona como alento ao animal e sim como uma recompensa por sentir medo. É como se disséssemos “Bom garoto, sinta mais medo!” e, este medo irá aumentar gradativamente até virar uma fobia incontrolável.

Um bom exemplo desse reforço de medo é a clínica veterinária. Quase todo cão mais submisso tem medo de clínicas, justamente por tentarmos acalmá-lo de maneira errada, muitas vezes incentivada pelos próprios veterinários, que embora sejam os maiores conhecedores de saúde animal, não aprendem psicologia canina na faculdade.


O que fazer com um cão inseguro?

Devemos ignorar o medo. Não olhar, não tocar e não falar com um cão nesse estado. Se fizermos isso desde o primeiro sinal de medo, raramente evoluirá. Se seu cão já desenvolveu o medo, tente antecipar o evento causador do trauma e, antes que os sintomas apareçam convide-o para uma atividade que ele goste (passeio, brincadeira, treinamento com petiscos, etc.), ele irá associar o evento, antes traumatizante, a uma atividade positiva e perderá o medo.

Essas dicas funcionam para cães que ainda não desenvolveram ou estão no nível 1 de medo. Se o cão está no nível 2 ou já desenvolveu uma fobia, é necessário consultar um profissional em comportamento canino, pois será preciso uma terapia comportamental o mais rápido possível, antes que o problema evolua ainda mais.

Dougue de Bordeaux .


Guarda e companhia em um só cão.

História da raça

O Dogue de Bordeaux é um dos mais antigos cães franceses, provável descendente dos Alanos e, em particular, do dogue de caça ao javali sobre o qual o Gaston Phébus (ou Fébus) Condee de Foix disse, no século XIV, em seu livro de caça, o seguinte: “ele tem a mordida mais forte que três lebréis juntos”. A palavra “dogue” aparece no fim do século XIV. Em meados do século XIX, não eram reconhecidos em outro lugar além da Aquitania. Foram utilizados na caça de grandes animais (javali e urso), em rinhas com grandes animais (ursos e touros), na guarda de casas e do gado, a serviço dos açougueiros. Em 1863, aconteceu em Paris a primeira exposição canina francesa. Os Dogues de Bordeaux participaram com seu nome atual. Havia diferentes tipos: tipo de Toulouse, tipo de Paris e o tipo de Bordeaux nas origens do atual dogue. A raça, que sofreu bastante, por ocasião das duas guerras mundiais, a ponto de ter sido ameaçada de extinção após a segunda guerra, de 1939 a 1945, retomou seu desenvolvimento nos anos 60, onde foram usados alguns exemplares importados por americanos para a retomada da raça.

Em 1991, um filme de Hollywood ajuda a divulgar ainda mais a raça, disseminado-a em todo o mundo. O filme do Tom Hanks, "Uma dupla quase perfeita", foi o responsável pelo boom na criação mundial, transformando a raça no molosso mais criado na Holanda, país que até hoje, ao lado da França, tem uma das criações mais solidas do mundo.

Em 1985 foi trazido um casal de Dogue de Bordeaux da França para o Brasil. Porem, o canil francês só aceitou vender os animais castrados. O macho morreu numa queda e a fêmea morreu logo em seguida, diz-se que de saudade.

Em 1991, embalada pelo filme, a criadora Monica Voss Tim, do canil Chamtebled, trouxe os primeiros exemplares da raça (não castrados) para o Brasil. Iniciando assim a criação da raça no país.

Grupo
Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Conheça as diferenças entre os grupos e as raças.

País de Origem
FRANÇA


Temperamento

Para guarda
O Dogue de Bordeaux de hoje é um cão que se destaca pela sua guarda equilibrada. É um cão com um poder de dissuasão quase incomparável, pelo seu porte, musculatura, peito largo, cabeça desproporcional e seu prognatismo, que da uma enorme cara de “poucos amigos” ao cão. É mundialmente  reconhecido pela sua valentia, destemor e autoconfiança, o que faz dele um guardião muito controlado e confiável.

A raça tem dificuldades de aceitar novos membros do mesmo sexo na matilha, principalmente se já adultos. Um novo membro deve ser inserido ainda filhote na matilha, bem como a inserção de um Dogue de Bordeaux em qualquer matilha deverá ser feita ainda nessa fase.

O Dogue de Bordeaux é um molossoide territorialista e não aceita invasão em seus domínios, ao  menos que o estranho esteja na presença de seu dono. Na presença do dono, o cão aceita bem as visitas.

A raça, em geral, tem uma guarda natural muito bem definida, dispensando treinamento de guarda.

Para companhia
O Dogue de Bordeaux é muito dependente e apegado ao dono. Necessita da presença constante das pessoas da casa. São muito dóceis, leais e brincalhões com os familiares.

São cães de atividade baixa a média. Necessitando exercício moderado em horários mais frescos.

São cães dotados de enorme inteligência e facilidade de aprender. Por terem esse apego excessivo pelo dono, fazem tudo pra agradá-lo, por isso fazem associações rápidas para ganhar afagos.



Particularidades

O Dogue de Bordeaux é um dos cães mais calorentos que existe, alguns fatores físicos e genéticos colaboram com isso: o focinho muito curto, o peso e a genética européia (a raça chegou no Brasil há apenas 20 anos e não está geneticamente adaptada ao clima tropical) contribuem para essa dificuldade em se adequar ao calor. Portanto, é necessária atenção especial no verão. Os passeios deverão ser moderados e nos horários mais frescos, deve ter sempre água limpa à disposição e se o tempo estiver muito quente, o ideal é que possam estar em um ambiente com ar-condicionado.

Os cães braquicefálicos (de focinho curto), precisam de diversos cuidados especiais para que não apresentem problemas graves de saúde. Veja o artigo completo sobre esses cuidados e proteja seu cão.

O Dogue de Bordeaux é um excelente cão de guarda patrimonial e/ou pessoal e principalmente um dos cães de companhia mais dependentes do ser humano.


Necessidades

- São cães de porte gigante, portanto necessitam de um espaço mínimo para exercícios, mesmo sendo cães de baixa atividade.
- Necessitam cuidados com as articulações, ou seja, piso áspero, exercícios moderados e suplementos a base de condroitina.
- Precisam de contato com o ser humano no dia-a-dia, podendo desviar o temperamento caso criados em canil fechado.
- Importante viverem em um ambiente arejado onde possam descansar e beber água fresca o dia inteiro.


Saúde


- Esta é a raça numero 3 em displasia no mundo. Quase todo exemplar de Dogue de Bordeaux no mundo tem certo grau de displasia. Porém pela grande força física e conformação, o cão só sente dor no caso de uma displasia gravíssima.
- Os cães apresentam, com facilidade, problemas de articulação, devido ao grande peso.
- É comum apresentarem problemas de fungos nas rugas, que dever ser limpas e enxugadas com frequência.
- Problemas nos olhos em exemplares com a pálpebra muito caída, são comuns.
- Calor excessivo, pela falta de adaptação genética e por encurtamento do focinho.

Curiosidades caninas .

Alguns fatos curiosos que muita gente não sabe sobre nossos amigos peludos.
  1. A maior ninhada ocorreu em 1944 quando uma American Foxhound teve 24 filhotes.
  2.  Dar chocolates aos cães pode ser fatal para eles. Um ingrediente do chocolate, a teobromina, estimula o sistema nervoso central e o músculo cardíaco. Cerca de 1 kg de chocolate ao leite, ou 146 gramas de chocolate puro podem matar um cão de 22 kg.
  3. Dois cães sobreviveram ao naufrágio do Titanic. Escaparam nos primeiros botes salva-vidas, que levavam tão poucas pessoas que ninguém se importou que eles estivessem ali.
  4. Já não existem mais Huskies Siberianos na Sibéria.
  5. O olfato dos cães é um dos melhores da natureza. Se as membranas situadas no nariz dos cães fossem estendidas, elas seriam maiores que o próprio cão.
  6. Cães de guarda são mais suscetíveis a atacar um estranho correndo, que um que esteja parado.
  7. Os cães selvagens que vivem em matilhas na Austrália são chamados Dingos.
  8. Os cães têm cerca de 100 expressões faciais, a maior parte delas é feita com as orelhas.
  9. Os cães veem cores, mas não tão nitidamente como os humanos.
  10. Os estadunidenses gastam mais dinheiro em alimentos para cães do que para humanos.
  11. Quando os cães têm dor de barriga, comem mato para vomitar. Muitos acreditam que os cães preveem chuva quando comem grama, mas não passa de uma forma de aliviar a indigestão.
  12. Se um cão mantém o rabo erguido, é sinal de dominação.

Psicologia Canina .

Adestramento: um paradigma a ser quebrado pela psicologia canina.

No Brasil ainda temos a antiga mania de relacionar aprendizagem de comandos ao fim dos maus hábitos de nossos cães. O que é um erro.

Sem dúvida o adestramento (treinamento de comandos) é um desafio psicológico ao cão, o que tende a aliviar um pouco a ansiedade, bem como dá ferramentas que ajudam o dono na busca pela "liderança da matilha". É inegável que o adestramento bem feito é saudável, porém, é apenas um auxiliar na reabilitação comportamental do cão.

Problemas comportamentais em cães têm três origens: CONFLITO, FRUSTRAÇÃO e MEDO. Portanto, afirmar que ensinando um cão a sentar e deitar resolverá suas "questões" internas, é o mesmo que receitar a um humano maníaco-depressivo que resolva seu problema estudando física ou geografia. Não faz sentido!

Um mau comportamento é apenas um sintoma de uma das três causas acima. Conseqüentemente, apenas tratá-lo isoladamente não resolverá o problema na origem. O comportamento que desagrada o proprietário pode desaparecer, mas logo o cão encontrará uma nova válvula de escape para extravasar a frustração e/ou o conflito, gerando um novo comportamento nocivo, algumas vezes pior que o anterior.

Somente usando a psicologia canina é possível tratar o problema na raiz, eliminando a sua causa fundamental e reequilibrando o cão. Aí sim, como coadjuvante, o adestramento e o tratamento do sintoma (mau comportamento) vão ser realmente eficazes.

Um cão mal comportado é um cão desequilibrado. Apenas satisfazer a vontade do dono sem reequilibrar o cão não terá eficiência a médio e longo prazo. A maneira mais humana e justa de ajudar um cachorro com problemas é usando a psicologia canina para reabilitá-lo definitivamente

Pug .

Os Pugs são fofos, simpáticos e muito, MUITO grudados nos donos. Aprenda tudo sobre essa raça encantadora.

Origem
Características
Temperamento
Vantagens e Desvantagens
Cuidados
Dicas


Origem

A história do seu surgimento

A origem do Pug como uma raça começou, provavelmente, na China antiga. Os cães conhecidos como "Short Mouthed dogs", ou cães de "boca curta", são descritos em escrituras que datam de aproximadamente 700 A.C., e eram, provavelmente, os precursores da raça Pug.

No ano 1 D.C. já existiam referências, nos documentos chineses, ao cão "Pai", referindo-se a um cão pequeno, de pernas e focinho curtos. O imperador Kang Hsi, no ano 950 D.C., elaborou um dicionário com todos os símbolos chineses, e nele há duas referências que poderiam descrever o Pug: "cães com pés curtos" e "um cão com uma cabeça curta". 

No ano de 1300 D.C. havia três tipos principais de cães, o Lo-sze, o Pekingese e o Lion Dog, identificados como antecessores, respectivamente, das raças Pug, Pequinês e Spaniel Japonês. Na China, as três pequenas raças eram freqüentemente cruzadas entre si, nascendo os descendentes com características variadas, como cães de pelo curto e longo, numa mesma ninhada. 

No final do século XVI a China começou a negociar com os países europeus tais como Portugal, Espanha, Holanda e Inglaterra. Os cães pequenos foram levados ao Ocidente como presentes, pelos comerciantes, e começou assim a ascensão da popularidade do Pug na Europa. 

Os Pugs apareceram, na Europa, inicialmente na Holanda, possivelmente em conseqüência da famosa companhia mercantil, a Dutch East India Company. Os holandeses nomearam a raça Mopshond, como é chamada ainda hoje. 

A raça foi denominada PUG na casa de William III e Mary II, quando ocuparam o trono da Grã-Bretanha em 1688. Os pugs pretos foram documentados em uma pintura de William Hogarth, datada do século XVIII (House of Cards, 1730). O artista era um proprietário orgulhoso de seus Pugs, e ilustrava muitos deles em suas pinturas. Graças a ele, existe um registro excelente da aparência da raça a 250 anos atrás. 

A popularidade dos Pugs espalhou-se por toda a Europa, com a raça sendo chamada de Carlin na França , de Dogullo na Espanha , de Mops na Alemanha e de Caganlino na Itália . Na França, a raça foi popularizada por Josephine Bonaparte, proprietária do Pug nomeado "Fortuna". Goya pintou Pugs na Espanha em 1785, mostrando a raça com as orelhas cortadas em suas pinturas. 

No início do século XIX, os Pugs foram padronizados como raça, nas cores fawn (abricot) ou Isabella (variedades do dourado) e preta. Foi estabelecida, também, a máscara negra, que levou a raça a ser chamada, eventualmente, de "Mastiff Holandês", devido à semelhança com a raça Mastiff. O Stud Book começou em 1859, e haviam 66 Pugs no primeiro volume. Também no século XIX, iniciaram as exposições caninas, e o Pug foi exibido, pela primeira vez, em 1861.

No início do século XX, foi escrito um livro chamado "Cães da China e Japão". Este livro foi baseado na experiência de Wang Hou Chun, um empregado do Palácio Imperial, que criou e trabalhou com os cães do imperador durante setenta cinco anos. Usou o termo Lo-Sze para descrever o Pug, observando que as diferenças entre o Pug e o Pequinês eram que o Pug tinha sempre pelagem curta, e pele muito solta, elástica.
Por causa da pelagem curta, as rugas da testa de Pugs eram mais visíveis, e os chineses procuravam sempre rugas em determinados padrões similares aos símbolos do alfabeto chinês. O símbolo considerado mais importante, que era mais procurado, era as três rugas que, juntas, representavam a palavra "príncipe", em chinês. 

Muito Pugs orientais apresentavam manchas brancas na pelagem, e alguns eram quase inteiramente brancos. No final do século XIX foram registrados Pugs brancos e manchados de branco na Europa, mas estas características foram gradativamente eliminadas por acasalamentos seletivos. 

Os Pugs ingleses desenvolveram-se principalmente a partir de duas linhagens, Willoughby e Morrison, criadas por volta de 1846. Cada uma desenvolveu características marcantes e consistentes, e foram concorrentes por muitos anos. 

A linhagem Willoughby foi desenvolvida pelo Lord Willoughby D'Eresby, e é responsável pela pelagem mesclada com fios pretos, que os fawns (dourados) mais escuros apresentam hoje, e também pelo corpo mais esguio e pernas mais longas. Os Pugs "Mops" e "Nell" foram os mais importantes desta linhagem. 

A linhagem Morrison, ao contrário, desenvolveu as colorações mais claras (abricot), como o abricot-fawn, com pelagem mesclada com fios castanhos em vez de pretos, e cães mais fortes e compactos, mais semelhantes com o padrão atual da raça. Os Pugs "Punch" e "Tetty" foram os mais importantes desta linhagem. 

Ainda hoje, na Europa, é costume a referência a cães do tipo "Willoughby", se a pelagem for escura e a estrutura mais esguia, ou "Morrison", se a pelagem for mais clara e a estrutura mais forte e compacta.

O maior impacto na raça ocorreu quando, em 1868, dois Pugs de linhagens chinesas puras, provenientes do palácio do imperador, em Pequim, chegaram à Inglaterra. Estes dois cães,"Lamb" e "Moss", produziram um filho chamado "Click", que foi fundamental no desenvolvimento da raça moderna, pois introduziu características que, associadas à combinação das linhagens Willoughby e Morrison, resultaram no desenvolvimento das características fenotípicas atuais da raça.

Atualmente o cão mais parecido com o Pug é o Pequinês, que também tem uma história parecida.

Características
Temperamento
Vantagens e Desvantagens
Cuidados
Dicas


Características

As rugas dos Pugs conquistam

Os Pugs não são Bulldogs Franceses com orelhas caídas e não são mini-Mastiffs ou mini-Bullmastiffs, como podem parecer à primeira vista. Também não têm relação com os Shar-Pei. A raça mais próxima de um Pug é a Pequinês, que apresenta origem comum e história muito similar.

A raça Pug é classificada como "cão de companhia", fazendo parte do grupo dos cães "Toys" ou "de Companhia", o grupo 9. Os Pugs deveriam pesar entre 6,3 e 8,1 kg, sendo cães pesados para a sua estatura. Sua aparência geral deve ser quadrada e maciça, deve mostrar "multum in parvo " (muita substância em um pequeno volume), o que transparece em sua forma compacta, com proporcionalidade entre as partes e musculatura firme.

A cabeça do Pug é a característica mais original e típica da raça. Deve ser redonda quando você a olha de frente e o focinho completamente chato quando olhado de perfil. Os olhos de um Pug são redondos, escuros, expressivos e cheios da vida. Suas orelhas são ajustadas na cabeça, devendo ser pretas. As rugas na cabeça de um Pug devem ser profundas e fáceis de ver, porque dentro delas a cor é mais escura do que fora. Deve existir uma grande ruga sobre o nariz.

Outra característica importante do Pug é sua cauda. A cauda é implantada acima da garupa e deve ser fortemente enrolada. A cauda duplamente enrolada é a ideal que os criadores buscam, mas uma única volta apertada é aceitável. Os Pugs têm basicamente duas cores: fawn (abricot) em várias tonalidades e preta.

Veja o padrão da raça segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia.

Origem
Temperamento
Vantagens e Desvantagens
Cuidados
Dicas


Temperamento

Uma raça dócil e muito amiga

Bastante fiel ao dono, torna-se facilmente um companheiro inseparável. Na verdade, acompanha-o para todo o lado mesmo sem ser convidado. O Pug demonstra-se extremamente sociável e rapidamente se enquadra e adapta-se a ambientes e pessoas estranhas. É considerado uma das raças mais dóceis.

Outra característica diferenciadora é o seu latido: som emitido, muito parecido com um roncar, é intervalado por grunhidos como se o cão estivesse engasgado. No entanto, quando quer comunicar-se com alguém, o som torna-se mais agudo e longo.

De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Pug encontra-se na 53ª posição entre as raças pesquisadas no quesito Inteligência a Adestramento e Obediência a Comandos.

A expectativa de vida do Pug varia entre 13 e 15 anos.

Confira aqui a lista completa com o ranking das raças de cães mais inteligentes segundo Coren.

Origem
Características
Vantagens e Desvantagens
Cuidados
Dicas


Vantagens e Desvantagens

Como qualquer raça, os Pugs também tem suas vantagens e desvantagens

Vantagens:

• São muito carinhosos, mas sem apresentar sintomas de carência excessiva.
• São inteligentes e brincalhões.
• Se dão muito bem com outras pessoas.
• Pequenos gastos em petshops.
• Latem muito pouco.
• Não precisam de muita atividade física.
• Se dão muito bem com outros animais de estimação.
• Adoram colo.
• São pequenos e silenciosos.
• São limpos.
• Gostam de crianças.
• Gostam de idosos.

Desvantagens:

• Correm maior risco de hipertermia, não se dão bem com temperaturas muito elevadas.
• Seus olhos são muito sensíveis, por serem expostos e saltados.
• Custam caro, entre R$1.000 e R$3.000, dependendo da linhagem.
• Tem pouca resistência física.
• Precisam de cuidados especiais com a pele.
• Soltam muito pelo, sendo necessária escovação freqüente.
• Tem tendência a engordar
• Roncam bastante.
• É um cão de manutenção cara e difícil.

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Características
Temperamento
Cuidados
Dicas


Cuidados

Tenha em mente alguns cuidados que precisam ser tomados

Como qualquer cão, deve ser alimentado somente com ração de boa qualidade (de preferência "Super-premium"), e ter sempre água limpa e fresca à disposição. Deve-se evitar, sempre, doces, alimentos muito gordurosos e condimentados. Muitos têm tendência à obesidade, então deve-se limitar a quantidade de ração que, para os adultos, deve ser oferecida duas vezes ao dia. Um pote com água limpa e fresca deve ser sempre deixado à disposição do cão. É importante lembrar: chocolate é considerado veneno para os cães, pois prejudicam o fígado.

Deve ter uma cama limpa, confortável e abrigada de correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura. Jamais deve ficar na rua. Os Pugs são cães para dentro de casa.

Com relação à pelagem, deve ser escovada diariamente, para remoção de pelos mortos que, de outra forma, caem pela casa. Soltam muito pelo, principalmente no outono e na primavera. As escovadelas diárias ajudam neste processo, e evitam a sujeira excessiva da casa. Durante a escovação, pode-se aproveitar para examinar a pele e o pelo do cão, a procura de lesões e ectoparasitos, que devem ser prontamente combatidos. Uma alimentação com ração de boa qualidade é importante para evitar a queda excessiva dos pelos, até mesmo nos períodos de "muda".

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Características
Temperamento
Vantagens e Desvantagens
Dicas


Dicas

Faça do seu Pug um cachorro feliz

Pugs precisam de atenção em diversos detalhes.. Eles requerem cuidados especiais e embora sejam excelentes companheiros, têm algumas desvantagens que precisamos levar em consideração no dia-a-dia para manter o bem-estar e a saúde do nosso amigo.

Beleza:
Escove seu Pug pelo menos uma vez por semana, para que a pelagem fiquei sempre bonita.

Limpeza das rugas:
Pugs precisam ter as rugas da face limpas a cada três dias. É importante que a parte interna de cada dobrinha não fique úmida, pois haverá risco de proliferação de fungos, assaduras. Utilize a Solução de Thiersch para a limpeza das rugas. Ela limpa, retirando as impurezas e deixando a área sequinha, evitando a umidade que provoca mau cheiro e maiores inflamações. Você também pode usar soro fisiológico que também vai funcionar.

Saiba dar limites:
Pugs são cãezinhos muito envolventes. No entanto, é importante que o cãozinho saiba BEM a hora de brincar e a hora de ficar em seu cantinho. Para isso, é necessário que você fale firme com ele. Aos poucos ele dará sinal de que está entendendo que há hora certa para tudo.

Cuidado com os olhos:
Por terem os olhos saltados, os Pugs precisam de uma atenção um pouco maior com seus olhinhos. Limpe-os sempre com soro fisiológico, tendo o cuidado de enxugar o excesso com gaze, para que as dobrinhas não fiquem úmidas. Caso perceba muita secreção, ou algum machucado, não hesite: leve-o ao veterinário pois infecções mais graves podem até levar o seu amigo à perda da visão ou mesmo dos olhos.

Banho:
Quando for dar banho em seu Pug, converse com ele, falando num tom de voz macio, para que ele entenda que o banho é necessário e que é bom para ele. Obviamente, existem uns que gostam e outros que detestam; mas ainda assim faça com que o banho não seja um evento tão desagradável. Dê um petisco para que ele associe o banho a algo bom e não tenha medo da água.

Comportamento:
Os Pugs são cães que têm facilidade em entender a nossa linguagem. Faça uso dessa característica em prol do bom convívio entre você e seu amigo, usando sempre as mesmas palavras na sua rotina com ele, Por exemplo, uso sempre a palavra banheiro para que o Hector faça as suas necessidades no lugar certo. E ele já aprendeu! Quando chega a hora de comer, eu falo ração!, e ele já sabe que está na hora do dia que ele mais gosta. Experimentem!

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Doença do Carrapato - Erlichiose .

 A Erlichiose é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível.





Como meu cão pode pegar a doença?
A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo.




Sintomas da Doença do Carrapato
Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erlichiose pode ter três fases:

1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.

Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.

2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.

3. Fase crônica:
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.


Como sei que meu cão está com Erlichiose?
O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.


Tratamento e cura
A Erlichiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a DOXICILINA). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.

O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.

Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.


Como prevenir meu cão de ter a Doença do Carrapato?
Alguns hábitos podem ser adotados para prevenir a Erlichiose:
- Verificar a presença de carrapato no cão com frequencia;
- Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
- Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
- Manter a grama do jardim sempre curta;
- Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.

Há vários produtos contra carrapatos. Os mais vendidos são o Frontline e o Scalibor. Frontline também protege de pulgas e Scalibor frente à leishmaniosis. A proteção mais completa oferece a combinação Scalibor com Frontline.

Lugares preferidos dos carrapatos:
- Região das orelhas;
- Entre os dedos das patas;
- Próximo aos olhos, nuca e pescoço.


Encontrei um carrapato no meu cachorro. Como devo retirar?
Arrancar o carrapato não é recomendado. Pode acontecer de tirarmos só uma parte do corpo e o resto fica ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções. O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois, coloca-se o carrapato no álcool para que morram e não escapem os ovos. Lave as mãos depois de manipulá-los.

Existem também as pinças de carrapatos, que servem para extrair o parasita por inteiro. Encontram-se à venda em lojas especializadas de produtos veterinários.



Fique sempre atento ao seu cãozinho para que ele continue saudável!